A reflexão sobre a finitude acompanha a história do pensamento desde a Grécia Antiga, passando por filósofos como Parmênides, aprofundando-se na modernidade e no existencialismo com pensadores como Martin Heidegger (que conceitua o ser humano como “ser-para-a-morte” em Ser e Tempo), Jean-Paul Sartre e Albert Camus. A finitude é a condição de limitação inerente à existência humana, marcada principalmente pela consciência da mortalidade e pelo fato de que a vida possui um término e um tempo restrito. A finitude não é um “ponto final. A finitude se insinua ao longo de todo o curso da vida por meio das microperdas. No Portal do Envelhecimento, em 02.11.26 – Dia de Finados – podemos ler que “quem aceita a finitude liberta-se da urgência artificial do acúmulo material e volta-se para a qualidade dos vínculos, a partilha de afetos e a transmissão de legados imateriais. Uma verdade insofismável. Indicamos para leitura: – https://portaldoenvelhecimento.com.br/ – www.idadismo.net – www.coletivometamorfosedavida.com.br O Dia de Finados nos lembra de que somos seres finitos. Em uma cultura que cultiva o mito da juventude perene, da produtividade incessante e da superação médica irrestrita de qualquer fragilidade, refletir sobre a morte é um ato de resistência humanista e um imperativo ético. Uma leitura que nos liberta dos tabus da morte, desmistificando parte de nossa cultua ocidental opressiva sobre vida e morte é A autora do livro “A Morte É Um Dia que Vale a Pena Viver” da médica geriatra e especialista em Cuidados Paliativos Ana Claudia Quintana Arantes. Indico sempre como o livro que vai nos clarear a mente e nos tirar muitos dos medos que nos paralisam durante a vida. Anotemos: morrer e o envelhecer compartilham a mesma substância existencial. Ambos exigem a desmistificação do tabu da morte. Desmistificar a morte é essencial para o bem viver, para o envelhecer com dignidade, sem buscar a eterna juventude, a beleza que esconde as rugas. É a aceitação da metamorfose de nossas vidas. Neste Dia de Finados em vez de chorar as perdas, vamos lembrar o quanto a vida de pessoas da família e amigos foi importante para nós e para a sociedade. Adeli Sell é professor, escritor e bacharel em Direito. Navegação de Post A pessoa idosa e o turismo