Minha mãe me levava na missa e eu

ficava ouvindo aquela ladainha e

pensando se ela acreditava naquilo

Me intrigava a tal da confissão

o que ela falava pro padre?

será que contava das brigas com meu pai?

Se deus fosse um homem

deveria ser como ele

falava grosso e fedia a álcoolJá, se fosse uma mulher,

seria como ela,

falava manso e cheirava à flor

Se deus fosse um homem

seria como sol

que queima e seca a terra

Se fosse uma mulher

seria como a chuva

que molha e nutre a vida

Se deus fosse um homem

seria confronto

que destrói e causa dor

Se deus fosse uma mulher

seria harmonia

que constrói e é puro amor!

Nunca acreditei em deus

mas sempre acreditei em minha mãe

e sigo a acompanhando onde quer que Ela vá

Até mesmo na missa 

Poema do livro “Coisas da Arca da Velha – Escritas da Maturidade” (2004) cujos textos são utilizados nas Oficinas de Escrita Curativa promovidas pela escritora e terapeuta integrativa Regina Freitas Silveira com grupos de mulheres 60 mais. 

By Regina Freitas Silveira

REGINA FREITAS SILVEIRA - Alquimista, Facilitadora da Lei do Tempo Natural (Sincronário da Paz), Cronomancista, Terapeuta Integrativa, Escritora, Atriz, Palestrante, Empreendedora (Moda Feminina). Formação Acadêmica: Pedagogia-UFRGS (Alfabetização de Adultos). Autora dos livros: “Mingau dos Anjos” (2022); “28 Calcinhas no Varal” (2023) e “Coisas da Arca da Velha” (2024). e-mail [email protected] Redes Sociais : instagram @regina.freitassilveira @mulheres_ins_piradas @dpasseio Facebook: Regina Freitas YouTube: Regina Alquimista da Palavra

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