Minha mãe me levava na missa e eu ficava ouvindo aquela ladainha e pensando se ela acreditava naquilo Me intrigava a tal da confissão o que ela falava pro padre? será que contava das brigas com meu pai? Se deus fosse um homem deveria ser como ele falava grosso e fedia a álcoolJá, se fosse uma mulher, seria como ela, falava manso e cheirava à flor Se deus fosse um homem seria como sol que queima e seca a terra Se fosse uma mulher seria como a chuva que molha e nutre a vida Se deus fosse um homem seria confronto que destrói e causa dor Se deus fosse uma mulher seria harmonia que constrói e é puro amor! Nunca acreditei em deus mas sempre acreditei em minha mãe e sigo a acompanhando onde quer que Ela vá Até mesmo na missa Poema do livro “Coisas da Arca da Velha – Escritas da Maturidade” (2004) cujos textos são utilizados nas Oficinas de Escrita Curativa promovidas pela escritora e terapeuta integrativa Regina Freitas Silveira com grupos de mulheres 60 mais. Navegação de Post Conclave – A Vida imita a Arte?