No dia sete de agosto foi instituído o marco da campanha Agosto Lilás, nela se reforça o estabelecido pela Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 07/08/2006.
Apesar da lei que está em vigência há dezenove anos, ainda somos informados quase que diariamente de feminicídios praticados em todo o território nacional, nas mais diversificadas classes sociais, culturais e faixas etárias.
As pessoas ainda entendem que a campanha contra a violência às mulheres, se limita a violência física, não percebendo que existem outras formas de violência sutis e muito mais poderosas, pois não deixam marcas físicas e sim marcas psicológicas, emocionais, sexuais e com relação ao patrimônio.
Pois é neste ponto que o Agosto Lilás se intersecciona ao Junho Violeta, lembrando que no século passado nossas mães a avós não tinham direitos, somente deveres com o esposo, filhos e os afazeres domésticos.
Se tivessem algum patrimônio, este era oferecido como dote ao esposo, e a partir da união de ambos era ele quem administraria seu patrimônio. Por vezes até sem consultar a esposa e investindo no que lhe fosse adequado.
Qual o nome disto atualmente? Violência Patrimonial:
Controlar o dinheiro, privar de bens, valores ou recursos econômicos e, também, não pagar pensão alimentícia, nos casos de separação.
Nossas avós eram obrigadas a manter relações sexuais com seus maridos independente de sua vontade, muitas vezes não era respeitado nem o período de puerpério e a satisfação normalmente era masculina, sem preocupação com o prazer feminino.
Qual é o nome desta conduta atualmente? Violência Sexual com atitude que constranja a parceira, manter ou participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.
As esposas e filhas no século passado eram muitas vezes ridicularizadas, por suas crenças, modo de vestir, rebaixadas por sua conduta, super vigiadas por possível traição ou perda da honra.
Estas situações nos remetem a Violência Moral, que configura qualquer conduta de difamação ou injúria;
Com relação a forma de tratamento, pois as mulheres de antigamente submissas que eram, não se encontram muitos relatos de agressões físicas diretas, no entanto; os gritos, atirar ou quebrar objetos e atitudes machistas eram consideradas normais para a época, além é claro, do homicídio em defesa da honra.
O que atualmente é reconhecido como Violência Física, entendido como qualquer conduta que atinja a integridade física ou saúde corporal de uma mulher e feminicídio, em casos mais graves.
E por último e não menos adoecedor, as constantes ameaças, humilhações, insultos, ridicularização, distorção e omissão de fatos, principalmente com relação a possíveis casos extraconjugais.
Caracterizado atualmente, como Violência Psicológica, com qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima de uma mulher.
Na campanha do Junho Violeta também alertamos sobre as diversificadas formas de violência contra a Pessoa Idosa, principalmente as mulheres, que além de idosas sofrem com o as mesmas violências. Enfim, nenhuma mulher deveria ser humilhada, seja ela menina, jovem, mulher adulta, mãe, sogra, descasada, solteira, viúva ou idosa, pois violência contra mulher não tem desculpa, tem Lei!