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LULA ENFRENTA O IDADISMO

Pesquisem o Jornal “The Economist” e vejam se encontram em alguma parte um questionamento à idade de Donald Trump? 

O presidente Paul Biya, dos Camarões, é o chefe de Estado mais idoso do mundo. Neste mês fará 92 anos. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, tem 90. O rei da Arábia Saudita tem 90 também. O rei da Noruega, 88. Ali Khamenei, autoridade suprema do Irã, 86.

Poderia citar outros tantos mais velhos do que Lula. Lula, se vencer as eleições, e fizer mais 4 anos de governo ainda terá menos idade do que os citados.

Por que só com Lula?

“The Economist” é claro e não tem vergonha na cara: “os brasileiros merecem opções melhores”, dizem eles. Mas quem são eles para julgar um povo de um país independente, com eleições livres? Vamos comparar o atendimento de saúde dos ingleses com o nosso SUS? O governo de seu pais quer copiar nossa Estratégia da Saúde da Família. Os ingleses merecem um jornal melhor do que este.

Para embaralhar, o semanário se posta como o grande expoente do liberalismo clássico, da liberdade individual e do livre mercado. Além disso, coloca uma cortina de fumaça no meio de tudo, criticando Bolsonaro e Flávio, mas Tarcísio seria um democrata e ponderado. Ora, é filhote do preso. Que sabem eles do Brasil?

Tudo bem, é sua visão, o “liberalismo” deles que não suporta um estadista como Lula.  É IDADISMO de A a Z, quando trata da idade do presidente Lula. Isso é fato. O que expusemos diz tudo.

Nós que militamos na defesa da dignidade da Pessoa Idosa não podemos nos calar. Sendo Lula, no caso, ou qualquer outro. Idade nunca foi, não é, nunca poderá ser qualquer parâmetro para uma disputa dentro do Estado Democrático de Direito.

Interessante que “The Economist” foi corretamente contra o Brexit. Que tal ele voltar a cuidar dos temas da União Europeia, dos gastos militares de seu Primeiro Ministro Kheir Sterner, do Partido Trabalhista.  Sabemos que o tratam como um “burocrata conservador”. E isso que tratava Margareth Thatcher, a conservadora, de forma favorável. 

Por que tratar Lula com preconceito e discriminação? E mais com o estereótipo de que sendo “velho” se descarta. É muito grave. Lastimo o silêncio da CNBB, da OAB e de entidades dos direitos humanos.

Com esses dados elementares, creio que faltam coerência e moral no seminário inglês.


Adeli Sell é professor, escritor e bacharel em Direito.

1 comentário em “LULA ENFRENTA O IDADISMO”

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